O gesso cartonado parece inofensivo: leve, limpo, fácil de partir. Mas é dos materiais que mais estraga uma carga de entulho, e a razão é química, não prática.
Porque não vai no entulho mineral
O gesso é sulfato de cálcio. Misturado com betão e tijolo destinados a reciclagem, contamina o agregado reciclado e compromete a sua utilização. Por isso as centrais tratam-no como fração à parte, e uma carga de entulho limpo com placas de pladur pelo meio deixa de ser limpa.
O que fazer com ele
- Separar as placas do resto logo na demolição: é leve e empilha bem.
- Retirar perfis metálicos e parafusos, que vão para metais.
- Manter seco: gesso molhado desfaz-se e passa a pó, que é pior de manusear e de transportar.
O gesso é fração à parte da mineral em qualquer ponto de entrega da região. Confirme antes de ir: nem todos os pontos aceitam as mesmas frações.
Quanto costuma dar
Uma parede de pladur de um quarto dá tipicamente meio a um metro cúbico de placas, que pesam pouco mas ocupam muito. É volume, não peso, e é por isso que enche uma bagageira em três viagens.
Perguntas Frequentes
Posso misturar pladur com o entulho de tijolo?
Pode, mas passa a ser entulho misto e a deposição fica mais cara, porque o gesso contamina a reciclagem do agregado mineral. Separado, encaminha-se melhor e sai mais barato.
Posso pôr pladur no entulho comum?
Pode, mas passa a entulho misto e a deposição fica mais cara, porque o gesso contamina a reciclagem do agregado mineral. Separado, encaminha-se melhor, e nos pontos de entrega da região o gesso é sempre fração à parte.
E os perfis metálicos da estrutura?
Vão para a fração de metais, que é reciclável e valorizável. Vale a pena separá-los na desmontagem: saem rápido e aliviam a carga do resto.
Gesso molhado é problema?
É. Desfaz-se, transforma-se em pó e torna-se difícil de manusear e de conter durante o transporte. Se a demolição for demorada, mantenha as placas ao abrigo da chuva.